O Lar Escola da Criança de Maringá foi fundado pelo Clube da Amizade de Maringá em 04 outubro de 1959, iniciando suas atividades em 10 de maio de 1963. Na época, destinava-se a abrigar crianças abandonadas e órfãs em regime de internato.

Em 14 de março de 1973 a administração do Lar Escola foi confiada às Irmãs Murialdinas de São José. A partir de 1974, o Lar Escola passou a contar com a parceria internacional da KNH – Kindernothilfe, organização Alemã, que tem por objetivo melhorar as condições de vida de crianças e adolescentes que vivem nos países mais pobres do mundo.

Nos anos de 1986 e 1987 iniciou um processo de reestruturação, passando a atender em regime de semi-internato. As crianças foram transferidas para outros internatos e outros retornaram à casa dos familiares.
Em 1990, com a Lei n.º 8.069 de 13 de Julho – Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, tanto o Regimento Interno como o Estatuto da Organização são modificados projetando um atendimento mais qualificado de acordo com as novas diretrizes.

A partir de 2004 o Lar Escola inicia um processo de reordenamento dos seus serviços já que o país dava um passo importante na área da assistência social, com a implantação da PNAS – Política Nacional de Assistência Social, e foi elaborada a Norma Operacional Básica aprovada pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) nº 130/2005, que estrutura e organiza o SUAS – Sistema Único de Assistência Social – em todo o país. Em consonância com as propostas da Política Nacional de Assistência Social, em 2009 deu-se início a implantação do Protocolo de Gestão Integrada de Serviços, Benefícios e Transferências de Renda – Resolução CIT nº 7/2009 e a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, aprovados pela Resolução do CNAS, nº 109/2009. A partir de 2010, com a implantação da Tipificação Nacional dos serviços socioassistenciais, as reestruturações no Lar Escola tornaram-se mais claras, identificando-se como serviço de proteção social básica, na linha de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.

Com mais de 50 anos de história, o Lar Escola segue firme com o objetivo de desenvolver uma linha de atuação que possibilita a integração entre Lar Escola, família, escola e comunidade, tendo a criança, o adolescente e suas famílias como agentes principais desse processo, visando atingir uma participação responsável de todos na transformação da realidade social.

Missão

Oportunizar transformações na vida das crianças, adolescentes e famílias, por meio de ações sociais, orientando-os para a cidadania e a construção de sua identidade pessoal.

Visão

Estar inserido na realidade da comunidade, com ações que promovam a garantia de direitos e a inserção no mundo do trabalho.

Valores

1. Valorização e defesa da dignidade humana, com ações de acolhida, diálogo e comprometimento com o outro;
2. O exercício da pedagogia do amor e educação do coração;
3. Respeito às diversidades;
4. Exercer a ética e a legalidade em todos os atos;
5. Promoção do protagonismo e da autonomia;
6. Transparência nas ações desenvolvidas;
7. Desenvolvimento sustentável nos âmbitos: econômico, ambiental e social com o envolvimento da comunidade;

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – Lei 8.069/90 Art. 4°, “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.

Desta forma, o Lar Escola, em parceria com KNH – Kindernothilfe Brasil vem desde 2013 desenvolvendo estudos para prevenir e enfrentar qualquer tipo de violência contra a criança e o adolescente. E, após esses anos de estudo nasceu a PPCA – Política de Proteção à Criança e ao Adolescente, com o objetivo de proteger as crianças e adolescentes contra abusos e maus-tratos. Sendo esta política aplicada a todos os indivíduos ligados, direto ou indiretamente, aos usuários inseridos na associação, ou seja, os colaboradores, diretoria, voluntários, doadores, imprensa, entre outros.

Elaborar uma Política de Proteção significa um avanço e uma conquista enquanto agentes sociais, demonstrando que levamos a sério a nossa responsabilidade com o direito e o desenvolvimento das crianças e adolescentes. Todos nós somos responsáveis por garantir a efetivação dessa Política para as crianças e adolescentes de nossa associação, assim como de toda a comunidade.

Esperamos que os beneficiários de nosso serviço recebam proteção, carinho e respeito e possam se desenvolver plenamente de forma sadia, com todos seus direitos garantidos e sendo, também, agentes transformadores e transmissores dessas diretrizes aqui consolidadas.